Traduzido do The Register.
O departamento de estado dos EUA, apesar de ainda estar recuando de sua batalha com os ativistas on-line do Wikileaks, está oferecendo financiamento para tecnologia para trespassar a censura da internet imposta pelo governo chinês e pelo governo iraniando.
A chamada de proposta segue um discurso da secretária de estado Hillary Clinton um ano atrás, na qual ela avisou que "nações que censuram a internet deveriam entender que o nosso governo está comprometido à ajudar a promover a liberdade da internet".
Com o departamento de estado colocando seu dinheiro onde sua boa está, financiamentos entre 500k USD e 8m USD estão em oferta esse ano, de um total de 30m USD.
Além de tecnologias anti-censura, officais estão procurando projetos que desenvolvam "tecnologias, técnicas e treinamento para melhoras a segurança de comunicações móveis" para ativistas. Em regiões onde grupos de defesa de direitos e a sociedade civil estejam em risco, programas de "treinamento em segurança digital" serão apoiados, assim como campanhas para reforma de leis sobre internet e fundos de resposta rápida para grupos sob pressão imediata de governos por conta de seu ativismo online.
"Por si mesmas, tecnologias novas não tomam partido na luta por liberdade e progresso, mas os Estados Unidos tomam", disse Clinton ano passado. "Nós nos posicionamos por uma internet única onde toda a humanidade tem acesso igual à conhecimentos e idéias. E nós reconhecemos que a infra-estrutura de informação do mundo se tornará o que nós e outros faremos dela".
Na China, por exemplo, a internet é pesadamente censurada contra material pró-democracia e credos religiosos banidos. Pequim demanda poderes de vigilância sobre infra-estrutura de internet que firmas ocidentais, incluindo o Google, acharam objecionaveis.
A oferta multi-milionária do governo estadunidense para conter tais medidas não é sem precedentes. Clinton anunciou que o departamento dela já estava apoiando projetos de liberdade de internet em 40 países, e que o projeto Tor, provavelmente a ferramenta online de contra-vigilância mais conhecida, foi originalmente financiada pelo Escritório de Pesquisa Naval dos EUA.
Usuários do Wikileaks usaram a oferta de financiamento do departamento de estado como evidência de hipocrisia. O governo dos EUA ragiu com fúria quando o site [Wikileaks] publicou relatórios de inteligência e grampos diplomáticos, que foram supostamente fornecidos por Bradley Manning, um especialista da inteligência do exército.
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Governo Estadunidense financia alternativas tecnológicas para o WikiLeaks
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